Relatório mostra mais de 500 crimes de ódio anti-cristãos na Europa em 2021
16/11/2022 10:08 em G1 Globo

De acordo com o relatório de um novo estudo, mais de 500 crimes de ódio anti-cristãos ocorreram na Europa em 2021, uma queda significativa em relação aos quase 1.000 que ocorreram no ano anterior.

Desta forma, o Observatório sobre Intolerância e Discriminação contra Cristãos na Europa (OIDAC), uma organização não governamental sediada na Áustria, divulgou seu Relatório Anual de 2021, que detalha “casos de intolerância e discriminação contra cristãos na Europa”.

Segundo The Christian Post, foram identificados 519 incidentes que classificou como crimes de ódio em 2021, sendo 124 deles na França, o país com o maior número de crimes de ódio anti-cristãos no ano passado.

Da mesma forma, com 112 crimes de ódio contra cristãos, a Alemanha teve o segundo maior número incidentes, seguida pela Itália (92), Polônia (60), Reino Unido (40), Espanha (30), Áustria (15), Bélgica (10), Irlanda (7) e Suíça (7).

Nesse sentido, em 2021 a OIDAC apresentou 60 ataques anti-cristãos envolvendo incêndio criminoso, 14 agressões físicas ou ameaças e quatro homicídios. Além dos crimes de ódio anti-cristãos, o relatório anual do OIDAC de 2021 destacou exemplos de “marginalização que os cristãos enfrentam na Europa”.

Além disso, segundo o membro sênior do Instituto de Liberdade Religiosa na Europa,Todd Huizinga, a liberdade religiosa está gravemente ameaçada na Europa, especialmente a dos cristãos, sendo que a maior ameaça surge do relativismo.

“Agora que o relativismo é a visão de mundo que reina no Ocidente, ele desenvolveu seu próprio dogma rígido e absolutista, que em nome de uma falsa tolerância, não suscita oposição. Um princípio central desse dogma é que as minorias sexuais, LGBT e indivíduos de gênero são minorias oprimidas, cujas opiniões devem ser afirmadas”, afirma.

Por fim, o relatório apresentou uma entrevista com Paivi Rasanen, um legislador finlandês identificado por Huizinga como um exemplo de um alvo do relativismo. Rasanen foi absolvido de acusações criminais no início deste ano, após ter suas declarações em defesa do casamento tradicional rotuladas como discurso de ódio.

 

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